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sexta-feira, 9 de abril de 2010

De Caio para Caio; A ousadia de um carbono.

As coisas repetidas estão me desafiando.
Não posso ser uma carne andante com pensamento pré-estabelecido e tão pouco estou feliz pelo livre arbítrio que recebi! O mesmo tem os animais que nunca erram...

Talvez eu não seja eu!
Gostaria de abandonar essa capa inanimada e mergulhar na essência da verdade, onde eu não precisaria criar cenários, viver em probabilidades que esbanjam inconstância.
Queria queimar meu orgulho na fogueira e soprar as cinzas com a maior humildade.
Queria não querer saber...
Queria esquecer o "como" e desfrutar do "porque" das coisas.
Ignorar os elementos, o micro e o macro, aproveitando os recursos, sentindo amor pelo camaleão quando estiver caçando as constelações.

Peço desculpa pelas queixas, Caio!
Não sei se pude transmitir minha intenção, mas é porque pareço incoerente quanto tento usar tuas palavras sem usar as tuas mãos.

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