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sexta-feira, 9 de abril de 2010

Memórias ácidas de uma falta delas

Floresta
Peço um abraço carinhoso do teu verde
Para que eu possa me deitar sozinho
E como não, sentia tua face patriota
Que tocava meus cabelos como nota
E fazia reluzir uma menina inventada
Com orquídeas entre as pernas cruzadas que guiavam peregrinos na coleira
Pensando bem, se o erro antecede a experiência
Eu sou um caso a parte, caso parta do preceito da vontade
Que escolho como mel e não abelha
Pedi opinião e delicada ela veio pelo norte
Usando uma mascara de outra face
Que sorria por cima de qualquer lágrima que ousasse aparecer
Umedecendo minha face ao desprazer que o coração envia
E na varanda, eu caçava puberdade sem saber que a maldade ali estava
Por entre os olhos claros entregavam as moedas
Que cobravam minha morte pela sorte, pela honra, pela dor e pelo bosque que eu perdi aos 23
Pelo valor, a minha companhia não e clara
São sereias com lâminas no busto e açúcar na virilha do poder
Que me tratam como azulejo em massa, enfileirados e para sempre parados
Com objetivo de serem trocados como botas.
Eu amo, envio beijos, cartas, energia, para que um dia eu possa me deitar sozinho
Receber um abraço do teu verde
Na floresta

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