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domingo, 22 de janeiro de 2012

Almejo ser uma árvore inclinada pelo vento, que observa o mundo de lado e não tenta compreendê-lo; Ela em si é a resposta.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Arte é Arte. Amor é x. x é igual a amor vezes arte dividido por arte.

Castanholas batem no contratempo do dia e enquanto as luzes vão narrando meu passado, outras brincam para proteger-me da ignorância na qual nasço pela terra que maltrato.
Escrevo aliviando os meus anseios, converto-me em letras, espaços, nitidez...
Espero que o destino beba todas as palavras desse texto ácido.
Espero que o destino absorva-o conscientemente:

Cabelos cobertos por lenços, palavras trancadas.
Olhos que transmitiam tudo, por isso, a omissão das palavras.
Idéias jovens, liberdade de tudo.
Muitas vezes além da própria liberdade.
Beleza que confunde o mundo e faz o bem abraçar a maldade.

Modelo de parte das pinturas da época,
Artistas se perdiam em vaidade.
Pernas de passos longos, decoradores
Que se despediam desenhados no solo das cidades.





terça-feira, 13 de abril de 2010

Trilho social; Vagão 66

Pessoas guiadas por rédeas vivas
Pessoas vivas? Apenas.
Homem livre para ir e vir é homem preso
Preso na idéia de ir e vir que não o leva a lugar algum
O solo do mundo tem pouco espaço para o plantio de idéias, verdades
Ó governantes!
Lúcifer vestido a rigor, com o mínimo de vigor

sexta-feira, 9 de abril de 2010

“Na procura pela verdade encontramos tudo, menos a resposta.”

De Caio para Caio; A ousadia de um carbono.

As coisas repetidas estão me desafiando.
Não posso ser uma carne andante com pensamento pré-estabelecido e tão pouco estou feliz pelo livre arbítrio que recebi! O mesmo tem os animais que nunca erram...

Talvez eu não seja eu!
Gostaria de abandonar essa capa inanimada e mergulhar na essência da verdade, onde eu não precisaria criar cenários, viver em probabilidades que esbanjam inconstância.
Queria queimar meu orgulho na fogueira e soprar as cinzas com a maior humildade.
Queria não querer saber...
Queria esquecer o "como" e desfrutar do "porque" das coisas.
Ignorar os elementos, o micro e o macro, aproveitando os recursos, sentindo amor pelo camaleão quando estiver caçando as constelações.

Peço desculpa pelas queixas, Caio!
Não sei se pude transmitir minha intenção, mas é porque pareço incoerente quanto tento usar tuas palavras sem usar as tuas mãos.

Uni inverso da fraqueza

O meu sentimento é um âmbito proveniente da ciência
Sou o que explico mesmo que ser não tenha explicação
Sou o que insisto ser, sempre retomando a rédea
Quando desisto, desapareço, esqueço de ser e passo a ter
Quando tenho, acumulo e olho consciente para o sol

Assim, alimentado de ouro, além de pobre estarei faminto
Sentir-me-ei cego, inepto, inescrupuloso
Sorrirei mentirosamente carregado por palavras vãs
Andarei para trás chegando ao útero de onde vim
"O corpo é uma faculdade itinerante para o espirito."

Palavras ambiciosas de um verbo cansado

Como um mesmo bosque pode guardar lobos e ovelhas?
O conflito eterno é o amor que usamos sem saber
No mesmo tempo em que devoro, liberto
No mesmo tempo em que amo, não sei
Porque um dia acordei incoerente
E no outro, não acordei
Maltratei o cansaço com o descanso
Existi à toa

Quando meus olhos se abrem vejo um mar de grades
Quando se fecham vejo só um mar

Quero viver com mesma honra de um rei
Quero amar com o mesmo amor do amor
Quero existir como um verde existe
Vou

À mercê dos perfis egípcios

Um simples movimento de despedida me parece complexo como um olhar singelo
Que ilumina a despedida e aproxima o chão do topo
Doce memória que está prestes a se perder por completo
Dê ao presente a graça de ser presenteado em dobro

Sinceridade mata e a morte se faz de vida quando verdade
Seria verdade que liberta estaria sua terceira face?
Palavras, armas, tiros e beijos pra realidade
Arquiteto da minha redoma, criador indireto de toda maldade

Memórias ácidas de uma falta delas

Floresta
Peço um abraço carinhoso do teu verde
Para que eu possa me deitar sozinho
E como não, sentia tua face patriota
Que tocava meus cabelos como nota
E fazia reluzir uma menina inventada
Com orquídeas entre as pernas cruzadas que guiavam peregrinos na coleira
Pensando bem, se o erro antecede a experiência
Eu sou um caso a parte, caso parta do preceito da vontade
Que escolho como mel e não abelha
Pedi opinião e delicada ela veio pelo norte
Usando uma mascara de outra face
Que sorria por cima de qualquer lágrima que ousasse aparecer
Umedecendo minha face ao desprazer que o coração envia
E na varanda, eu caçava puberdade sem saber que a maldade ali estava
Por entre os olhos claros entregavam as moedas
Que cobravam minha morte pela sorte, pela honra, pela dor e pelo bosque que eu perdi aos 23
Pelo valor, a minha companhia não e clara
São sereias com lâminas no busto e açúcar na virilha do poder
Que me tratam como azulejo em massa, enfileirados e para sempre parados
Com objetivo de serem trocados como botas.
Eu amo, envio beijos, cartas, energia, para que um dia eu possa me deitar sozinho
Receber um abraço do teu verde
Na floresta
“Quando meus olhos se abrem, vejo um mar de grades. Quando se fecham, vejo apenas um mar.”

Ao amor

O que é aquilo que provém do sentimento na qual o erro predomina em função do acerto?
Aquilo que aparece surpreendendo o próprio ânimo, e quando se apaga leva consigo todas as nossas lágrimas
Aquilo que um dia pensamos que fosse concreto, e era totalmente maleável devido à nossa imaturidade
Aquilo que revela todas as nossas faces
Aquilo que faz os nossos olhos enxergarem melhor quando fechados
Aquilo que participa da nossa memória de curto, médio e longo prazo
Aquilo que faz com que não saibamos, se a cabeça pensa, se o coração bate ou se batamos com a cabeça para sentir o coração
O amor conseguiu absolver os pecados até de quem não amava
O amor é o único propósito da nossa evolução
Pena que não somos dignos espiritualmente para desfrutarmos da sua total pureza e nem experientes o bastante para usarmos de suas artimanhas
A forma ágape de sentir algo é aquilo que ouso sentir

Amarelo real

Sigo sempre, conheço e faço uso
Alimento o destino com a incerteza do futuro que invento
Assim, torno-me uma flor que do asfalto não brota
Em probabilidade não sou nada, porém tudo estimo ser

Sigo sempre, crio pausa, recomeço
Experimento o sorriso da ingenuidade que me acompanha
Rejeito o fruto proibido e bebo o chá da mesma arvore
Em probabilidade não sou nada, porém tudo estimo ser

Entro no embrulho que a gravidade entrega ao solo
Cedo-me anestesiado e sensível
E vivo para assistir a exclusiva rotação da terra
Pobre bailarina escolhida do sistema!
“Enquanto o tempo existir, não existirá tempo pra nada.”

Quando sinto o lado de dentro sorrir

Ruas amargas de carros dóceis!
Bom dia. Como vai?
Os meus pés vão se expondo sobre os saltos que compõem passos como canções.
O céu se esconde atrás das nuvens acinzentando a tarde viva.
E os livros se abrem, se folheiam e se fecham...
Posso pedir ao urso seu calor?
Sim. Queria ser invisível e deixar meus cabelos livres.
Queria fazer amor sem gravidade. Flutuar dentro.
Caso você não queira, as mesmas botas vestem pés negros e brancos?
Sim. Mas seria espaço em vão, caso os brancos fossem maiores.
Desenhei o caminho de quatro cavalos e acordei dominando o mundo.

Santa ignorância! Pobre inteligência!

À massa

Irremediável à mente são os dons imutáveis
De uma classe soberana submersa em teorias
Criadas pela teocracia

Democracia fantasiosa, revolução ilusória...
Se a solução é o selo da razão, que a sorte o acompanhe!
“A nossa sapiência é só uma pétala da flor que abriga a ciência universal. E essa flor é apenas uma em meio ao infinito florido plantado por Deus-mundo.”

Velho, novo e pesado de pó

É mentira!
Juro que o sentido fez as malas seguiu sentido à incoerência
Despertadores antigos molhados de sono
Pessoas vestidas de neve, chapéus cheio de sonhos

Ar que se colore ao passar pelo ar, que se colore ao passar.

É mentira!
É mentira!

Chão que se desfaz em céu
Céu vestido de chão, descrito em quatro livros
Vaidade das mãos, descritas em quatro livros
Estrelas do céu, em quatro livros
“Não existe conhecimento desacompanhado de dor.”

É

É claro a ponto de cegar
Simples a ponto de confundir
Visível a ponto de não ser

É consciência
O sim, o não, o talvez
O reto, o sinuoso, o submerso, o flutuante

É a busca infinita da estabilidade universal
E só é, porque não encontra
Do contrário seria homem orgulhoso e falho

Está em tudo inclusive na dúvida
Sua ausência é sua presença
Ama a si mesmo e indiretamente a todos nós

Sentindo sentidos

Com sorriso cego, te escrevo com os lábios
Respiração inata que me faz soar amor
Olho suas mãos, toco nos seus olhos
Vejo o silencio, ouço o movimento.

Insatisfeito, porém satisfeito.
Triste, porém mais feliz ainda.
“O universo é um verso escrito em torno de si mesmo.”

O conflito

Somos operários e não sabemos por quê
Uma boa noite de sono faz fluir o nosso ciclo
Somos escravos que sentem medo da liberdade
Que não conflitam pelo prazer da harmonia
Que não exploram o inferno em busca de mel

O caminho não é doce porque não o plantamos bem
Vestimos a bomba com o embrulho mais sublime
Dizemos sentir amor quando sentimos medo de perder
E quando perdemos, não sabemos que ganhamos

Sussurro

O sussurro é o amor que a boca sopra
Quando mais quente, mais árduo, melhor
Faz-se verdadeiro quando em tua face habita
Entre uma letra e outra a distância de uma vírgula

Usa-se do inicio ao meio.
No final, a metade de um beijo cansado
A outra parte esconde-se entre os lábios
Voltam a ser sussurros e deixam de ser pecado
“Deus está em tudo, inclusive na sua dúvida.”
“O pior defeito é aquele que se desconhece ter.”

Por Elisa

Quando você olha, você olha e pronto
Você olha e ponto
Transmite ao meio uma infinidade de presentes
Sem laços, com laços, compassos e esquadros
Transmite formas, formatos ou tudo que é formado
Depois do prumo, onde está o feito?
O lugar está em ti. Está no céu, no mar e na pele que te veste

Trecho de “Palavras de um guardanapo”

O máximo se torna mínimo na medida em que o todo se torna um.
Exemplifico a lei de união dos pólos ou dualidade explicada.
Antes, ausência de luz nomeava as trevas. Mas agora, trevas é a presença que justifica a existência da luz. Quando a explosão concretizou-se e as grandes massas unificaram-se pelo presente da gravidade. Formou-se consigo aquilo que nada era. Foi o momento da matéria significante.
Nossa casa circular disforme enjaulada neste planejamento inato circunscreve-se em casa mãe. Na qual possui razão por ingenuidade ou ambição pela cegueira que afasta a mensagem externa de paz.
“Não temos proveito em tecnologia." O homem envolvido com a matéria distancia-se de si mesmo e a informação proveniente da mesma lhe faz refém do seu vazio.
Bilhões delas me tocam por segundo presenteando-me com a razão existencial do cosmos.
Ironicamente não me move como faz com galáxias maiores que minha própria casa. Nossos vizinhos vivem a magnitude desta dimensão e não se surpreendem com essa qualidade. Enquanto isso, os nossos melhores se glorificam como toda e nenhuma razão.

Oe

O beijo, a foto e tudo que a compõe
Tudo que a foto mostra é o beijo que me propõe
Beijo a foto na qual o espaço a você se dispõe
Disponho de todo tempo e proponho o amor que meu olho expõe
“Partindo do preceito de que coisas boas duram pouco, estou certo de que sua companhia não se permanecerá por mais de um segundo. E será tempo suficiente pra fazer do meu amor infinito.”
"As cores são conseqüências da luz, enquanto os poetas riscam seus fósforos."

Prezada distância

Sinto muito, e o pouco disso tudo se desmistifica em amor
Quando sinto pouco, aflora em mim a culpa pela insensibilidade
Logo quando penso, sua imagem forma-se serena pouco a pouco
Dou aquele beijo que quando não concreto, forma-se na invisibilidade
“Se me livrar de todo mal, cairei na monotonia do bem”

Terceira casa

Sou, estou e não percebo.
Sinto-me enjaulado na dimensão da matéria vã.
Onde as pessoas possuem a liberdade de se aprisionarem
Arrependem-se com hipocrisia
Amam a mentira e mentem ao amar