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domingo, 26 de dezembro de 2010

Arte é Arte. Amor é x. x é igual a amor vezes arte dividido por arte.

Castanholas batem no contratempo do dia e enquanto as luzes vão narrando meu passado, outras brincam para proteger-me da ignorância na qual nasço pela terra que maltrato.
Escrevo aliviando os meus anseios, converto-me em letras, espaços, nitidez...
Espero que o destino beba todas as palavras desse texto ácido.
Espero que o destino absorva-o conscientemente:

Cabelos cobertos por lenços, palavras trancadas.
Olhos que transmitiam tudo, por isso, a omissão das palavras.
Idéias jovens, liberdade de tudo.
Muitas vezes além da própria liberdade.
Beleza que confunde o mundo e faz o bem abraçar a maldade.

Modelo de parte das pinturas da época,
Artistas se perdiam em vaidade.
Pernas de passos longos, decoradores
Que se despediam desenhados no solo das cidades.